Sexta-feira, Abril 20, 2012

Adoro-vos brazucas, não levem a mal.

O Pedro foi ao Brasil em trabalho.

O Pedro é lindo, inteligente, é a coisa mais sexy deste mundo, absolutamente adorável.

As brasileiras são sabidas.

Mandei-lhe e-mail: "Cuidado com as Jucineides nas praias de Fortaleza que ao que consta engravidam só de te cheirarem as cuecas".

Recebi a resposta: "Pormenor encantador do Ceará é a beleza exótica das pessoas. Elas e eles. Nunca vi um rácio tão desfavorável para uma população. Na certa, 99 em cada 100 pessoas têm semelhanças com os seus ascendentes, nomeadamente com os seus avós após falecerem."

(Teve ainda o cuidado de me dizer que "Aqui no centro fica a praia do Futuro, onde o célebre grupo de trolhas ficou do lado errado da parede de cimento. É medonho. Areia e água imundas.")

Falei com um cliente meu, preso, e que é de Fortaleza ( e para lá vai ser recambiado muito em breve). Perguntei-lhe acerca da beleza das meninas.

Derivaldo Afrânio (ansioso por falar, sou a única visita dele)- "Xiii... Beleza? As mulheres do sul sim... Mas as do Ceará?!Dotôra, se eu vou num calçadão, ou na fila de um banco, qualquer lugar...nossa o que não falta é MULHER FEIA!!!"

"E a dotôra é linda..." - acrescentou maroto, imbuído do espírito confiante de quem dá uma boa notícia a alguém e espera retribuição.

"Sim, eu sei" - respondi secamente, desviando o olhar da sua cara horripilenda de antílopes das estepes.




Sábado, Março 31, 2012

Ele já mudou de PIN

A semana passada estava com uma pessoa cujo nome não irei revelar mas que chamarei de "José".

Fomos almoçar a um restaurantezinho muito simpático, mas incrivelmente pequeno, com as mesas todas atravancadas umas em cima das outras.

Após uma lauta refeição, tivemos que pagar. Bem, ele teve, já que ma ofereceu. Como eu era a pessoa que estava mais próxima do balcão, levei o cartão de multibanco dele, decorei o código, e passando por cima de cabeças e mesas lá cheguei ao senhor da caixa.

Óbvio que no decorrer daqueles 10 segundos que mediaram a saída da minha cadeira até à chegada ao balcão, esqueci-me do código.

Não muito subtilmente, até porque o restaurante estava cheio, todos conversavam e havia o burburinho típico da hora das refeições arrisquei:

- Olha, como é que é .. aquilo?

"José" - "Susaninha, "ODISSEIA NO ESPAÇO"

Eu - "HEIN?"

"José" (num tom de voz mais elevado) - "ODISSEIA NO ESPAÇO!"

Eu (enfastiada) - "Opá, eu quero é saber "aquilo"!"

"José" (berrando lá do fundo da sala) - "ODISSEIA NO ESPAÇO!!!KUBRICK!!"

Desconhecido danado que aguardava lugar de pé à porta da entrada - "MINHA SENHORA: DOIS ZERO ZERO UM!"

Silêncio desconfortável na sala.

Vêem-me as lágrimas aos olhos e marco o PIN.

Saímos os dois o mais sorrateiramente possível (o que não foi fácil dado que o meu amigo sofre de olho preguiçoso, vulgo não vê a ponta de um corno, e quase todos os presentes no restaurante o tiveram que ajudar a agarrar na bengala e sair atrás de mim).

Mais uma vez silêncio, até ele se desatar a rir.

Abomino Cult Movies.




Domingo, Março 25, 2012

Vida Boa






Para provar que invento muito, mas não minto.




1 - A gata psicótica com compulsão sexual que se alambuza na urina das crianças n.º 1 e 2;


2 - A criança n.º 1 que faz chichi e não puxa o autoclismo e tem um fetiche por caudas;


3 - A criança n.º 2 sem dentes que grita "Anger" dos Downset (HOSTILITY TOWARDS THE OPPOSITION!!!!!!) aos meus ouvidos em TODAS as viagens de carro.




Aliás, escrevo neste momento no blogue para fugir ao barulho de Faith No More. Algo me diz que vou recomeçar os posts semanais de fones nos ouvidos e lágrimas nos olhos.

Domingo, Março 18, 2012

Nem sei que título pôr

Há coisa de ano e meio que sou oficialmente e, preparem-se, "madrasta"(Chocante, eu sei). As crianças, de 6 e 7 anos ( espertos que nem ratos, que choramingam para o pai lhes atar as sapatilhas mas entram no carro e cantam Alice in Chains em berros demoníacos) enfim, estes dois loiros de olhos verdes/azuis têm efectivamente duas características engraçadas.


A 1ª é que os adoráveis querubins jogam "Gears of War III" (nível hard) aniquilando monstros humanóides com lança-chamas e com moto-serras, utilizando comandos com controladores duplo-analógicos, salvando a Humanidade



A 2ª é que quando dá a Rosa Fogo na SIC o mundo inteiro pára.



Apesar de cá em casa as novelas não constarem das nossas opções televisivas, certo é que os miúdos seguem-nas com sofreguidão e fazem questão de reproduzir fielmente as cenas de amor (especialmente os da Alma Gémea, taradice pegada), dizendo com sotaque brasileiro "me dá um beijo amor", "isso é sexo forçado!", "vamos fazer sexo" e "quero fazer sexo Ivan", enquanto de olhos fechados e bocas abertas e línguas de fora, acariciam as próprias costas com os bracitos cruzados, vivenciando intensamente o momento.



Nós estamos acostumados ( efectivamente ainda só não me habituei ao facto de antes de irem tomar banho fazerem sempre questão de me mostrarem o rabo ficando com os tomatitos dependurados); mas claramente que o resto do mundo não.



Ontem fomos jantar fora com os tios dos miúdos, irmão do Pedro e respectiva mulher, senhora de grande sensibilidade. No final da refeição o mais velho pediu um Calipo. Foi o fim do mundo em cuecas.



Cenário: miúdo de 7 anos com as duas mãos a agarrarem carinhosamente o Calipo, com a língua a rodopiar e os cílios a piscar , ar lânguido e um " VAMOS FAZER SEXO AMOR!"perfeitamente audível no parque de estacionamento. Semblante pálido da tia e olhares incrédulos dos casais presentes.



Lá explicámos o mais rápido possível que para estas amorosas crianças, fazer sexo são beijos na boca, beijos estes que suscitam as curiosidades normais nestas idades (eu acho que não era assim, mas também só dava o Sassaricando e Sassá Mutema)apesar da tia, lívida, continuar com a mão no peito, ainda assombrada pelo fellatio homossexual que afinal só acorreu na cabeça dos adultos.



Pessoalmente, achei extremamente divertido. Vou tentar fazê-los comer em frente aos bisavós.

Domingo, Março 04, 2012

O teste.

Depois do último post que foi um hit e atingiu 506 comentários, sendo quinhentos e um a dizerem "amo-te", ou ainda na variante "amo-te meu amor" (desse egrégio leitor que se chama Anónimo), voltei.

O Pedro ofereceu-me há uns tempos uma gatinha persa de 4 meses. Eu sorri, contente, embora soubesse que isto seria uma avaliação informativa para aferir as minhas competências maternais (vulgo não deixar morrer o animal). Não obstante saber que as mesmas são praticamente nulas não me preocupei demasiado, afinal alimentar o animal e manter a caixa limpa de cocós parecia-me algo relativamente simples.

Não é :(

Comprei orgulhosa um saco de friskies para gatos, coisa fina de 4 euros. Ora no dia seguinte tinha a casa pejada de fezes diarreicas nos sítios mais incríveis que se possam imaginar. Erro n.º 1: Friskies sim. Gatos não. Gatinhos.

Depois de saudades loucas da minha Yupi (não morreu, está em Belas), afeiçoei-me a este bicho (Nina) exigindo-lhe beijos e obrigando-a a recebê-los, uns atrás dos outros, com os seus bigodes húmidos. Húmidos? Sim, depois de tantas trocas de manifestação de amor humano/gatídeo, apanhei-a DENTRO da sanita (atenção, não é a beber da sanita, é dentro dela mesmo) a deleitar-se muma absoluta luxúria com o chichi dos miúdos (descobri tardiamente que as crianças não puxam o autoclismo quando fazem chichi, apenas o n.º 2. Weird..) Erro n.º 2: Beijos sim. Na boca não.

A coisa até nem estava a correr mal, aparte do cocó desenfreado e dos bigodes de urina.

O pior foi quando um dia estava na sala a ver o America Next Top Model e oiço miar mesmo ao meu lado. Um miar esquisito, muiiiito esquisito. Olhei na direcção do gemido e à minha frente, a menos de um palmo desenrolou-se um verdadeiro filme de terror.

Uma gata.
Um cio.
Uma vagina escancarada de cor vermelha a verter secreções acastanhadas e um períneo brilhante e dengoso a 2 cm do meu nariz.

Não aguentei a pressão. Foi uma mistura de miúdo do Sozinho em Casa a pôr after sahave com Tom Sawyer a fugir rio abaixo... só sei que gritei e atravessei num tiro o corredor a tremer.

Curiosamente, o Pedro percebe bué de genitália feminina dos gato e lidou bem com o facto da nossa gatinha de 6 meses já ser afinal uma porca do hi5 de enorme receptividade sexual.

Não sei se passei no teste da competência parental ou não, mas que sofro tal como uma mãe que vê a sua filha (que ainda ontem brincava com O Meu Pequeno Pónei) a exibir dengosamente, de rabo alçado, uma vulva inchada e purpúrica... isso sofro.

Não sou de intrigas, mas ia jurar que a Yupi já nasceu velha e menopáusica. Pela minha saúde (refluxo urinário grau IV, desvio do septo nasal grotescos), nunca vi nem um dozeavo do que se passou naquele dia, naquele sofá. Moral da história: Adoro bebés. Pequeninos.

Sexta-feira, Outubro 28, 2011

Peso Pesado e a Filosofia Ocidental

Malta,

Urge dizer-vos que tenho visto o Peso Pesado (e também a Casa dos Segredos ocasionalmente, mas isso não é para contar a ninguém) (e ficará para outro post).

Tenho uma colega de faculdade nessa Herdade, a gorducha Marta (simpática mesmo), e ontem eu e o Pedro voltámos a espreitar o programa.

E chegámos a uma conclusão. Amo o Pedro e fomos feitos um para o outro.

Com efeito, após uma altercação lá na Herdade não sei bem com o quê, ouvimos o gordo Alfredo que pesa 200kg a gritar,

(sendo que um outro lhe disse em plena discussão "tens 200kg mas não me assustas" e eu e Pedro ao mesmo tempo "f...não te assustas mas devias! ")

E foi aí que tivemos, ao mesmo tempo, uma epifania. Ao ouvir o gordinho Alfredo, de 200kg, na mais completa indignação e fúria, olhámos um para o outro e dissemos ao mesmo tempo:

"Roto!".

Ao mesmo tempo! O amor é tão cúmplice...

Após a constatação que o Alfredo é gay ( e acho muito bem, a genitália masculina é amorosa), o Pedro, que é um filósofo conceptual e gosta de analisar tudo ao pormenor, após um período de breve reflexão afirmou:

"Se o Alfredo for passivo, garanto-te que é frustrado."

"Porquê?"

"Porque com 200kgs acredita que é preciso mais de meio metro de piça para lhe atravessar aquelas bordas do cu". "E olha que meio metro não é fácil de arranjar. E eu não posso lá ir porque não sou roto".

Reitero o meu amor por Pedro,

Esse grande homem que prioriza o seu olhar sobre a condição humana e a retrata magistralmente.

Quinta-feira, Setembro 08, 2011

Auto-avaliação: nota 5 (0/5)

Só uma pequena anotação da última conversa que tive com o meu irmão:

- Então minha grande besta , vais para esses países medonhos russos e bielo-russos, mesmo tendo visto o Hostel 1 e 2?

- E... que queres dizer com isso?

- Não tens receio de ir para esses motéis sinistros, em que dormes em quartos de 15 pessoas, a pagar €3,50 ? Uma espécie de ameaça velada que paira sobre ti durante a noite?

- E por que razão teria medo?

- ...Não tens medo de ir parar a uma camarata com seres tipo, hum... clinicamente perversos? Psicopatas, psicotrópicos e afins? Pessoas de quem deverias ter medo, muito medo!


O meu irmão sorriu e lançou-me um olhar sobranceiro.


- Susana. minha grande estúpida:

EU SOU A PESSOA ESQUISITA DE QUEM OS OUTROS 14 DEVEM TER MEDO.

Nunca fui calada com tanta propriedade. Nuno, os meus sinceros parabéns.